Hoje eu parei pra pensar sobre esse ano. Talvez eu tenha tido muitas decepções, talvez tenha sido o qual eu mais sofri, e também o qual eu mais sorri. Encontrei amigos de verdade, que eu vou levar pra vida inteira. E os antigos amigos só se aproximaram cada vez mais. Perdi muitos amigos também, que eu achava que eram verdadeiros. Errei muitas vezes, perdi muitas vezes, mas me recuperei. Talvez tenha sido o pior ano, ou o melhor de todos. Mas esse ano não acabou, tenho muito o que viver. E ninguém vai impedir que isso aconteça. Talvez seja apenas o começo.
“Sinto saudade, de vez em quando. Quando penso que podia ter sido diferente."

Eu quero um colo, um berço, um braço quente em torno ao meu pescoço, uma voz que cante baixo e pareça querer me fazer chorar. Eu quero um calor no inverno, um extravio morno de minha consciência e depois sem som, um sonho calmo, um espaço enorme.. Está Passando pela minha cabeça voltar, mas o vento balançou meus cabelos e mostrou que o caminho é para frente, reto e sem curvas.
Respeito é muito mais do que uma palavra. Ele existe para ser usado. Além disso, sempre pensei assim: se nem meus pais berravam comigo não é qualquer mequetrefe que vai fazer e acontecer. Aprendi em casa que tudo pode ser conversado em tom de gente, leia-se: sem gritos, sem baixarias. Se você tem problemas, olha que coincidência, eu também tenho. Você resolve os seus, eu resolvo os meus. Me desculpe, não vou ficar pisando em ovos, com medo da sua reação, com medo de você. Isso é ridículo. Controle seus instintos, controle sua ansiedade, controle sua insanidade. Faça terapia, medite, pratique ioga, dê três pulinhos, se jogue da ponte. Você decide.
Minha mãe sempre mandou tomar cuidado com as pessoas que se fazem de boazinhas. Essas são as piores. Quem é filho da mãe escancarado nem oferece tanto perigo, afinal, a gente sabe com quem está lidando. O problema são aquelas pessoas que se fazem de legais e no fundo não valem dez centavos. Não gosto de gente que pisa em cima dos outros ou tenta se dar bem aprontando todas. Por isso, me recolho. Sou tímida. Um montão de gente ri quando falo isso, mas sou tí-mi-da. Só quem me conhece a fundo sabe. É que sou o tipo de gente que todo mundo pensa que conhece. Mas se enganam feio. Pouquíssima gente me desvenda. Mostro só o que quero. Não por maldade, mas por proteção. A gente tem que aprender a se proteger. Das escolhas dos outros. E até mesmo das nossas próprias escolhas
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